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Confissão do Coração

Há quase um ano que pararam os ataques de pânico.

Mas a minha companheira inseparável de viagem, a ansiedade, está cá. Sempre.

Para me roubar o ar dos pulmões, a serenidade, e claro, a senilidade.

Por mais que tente explicar o que é acordar a meio da noite com um buraco no lugar dos pulmões e sentir o coração descompassado, sozinho, perdido, muito dificilmente alguém que não sofra do mesmo poderá compreender.

Dizem que de fora se vê sempre melhor todas as situações, não é? Nem todas, nem sempre.

Quem está de fora não sabe o quão difícil é largar um porto seguro para ir atrás de uma paixão, não sabe a luta diária que se trava com a insegurança de deixar de ter chão, nem o difícil que é encontrar alguém com coragem e paciência para apanhar as peças partidas e voltar a colar tudo, vezes e vezes sem conta.

Mas quem está de fora, talvez não tenha experimentado a felicidade de realizar um sonho, de viver todos os dias a vida que se escolheu, e de escrever pela própria mão a cada dia, uma nova página no livrinho da vida.

A ansiedade vai viver comigo para sempre, mas a felicidade também. 🙂

Bom Ano!

Fotografia tirada pela minha amiga do coração Carla Rodrigues na Praia das Avencas um dia antes de terminar 2015.