A (de)Pressão dos 30!

Tenho trinta, vá, trinta e cinco anos, um namorado, zero filhos (nem equaciono a hipótese de os ter, pelo menos para já), uma gata, um emprego que muda de x em x meses, mil e muitos projetos pessoais, uns na prateleira e outros prontos para sair do forno, e mudo de casa em média em dois em dois anos.

De acordo com o que me programaram para ser e ter desde que cheguei ao planeta terra, estou completamente desviada do meu caminho “natural”.

Por esta altura já deveria ter meia dúzia de criaturas agarradas às minhas saias (que raramente uso, sou uma rapariga que gosta mais das suas leggings) cheias de ranho (as crianças, não as leggings), aos berros, e o mesmo emprego (um daqueles que odiaria visceralmente e que me poria num estado de depressão crónica) há pelo menos 18 anos.

Mas não, não quero aceitar que esse é o caminho para a felicidade, mesmo quando (quase) todas as minhas amigas já casaram e foram mães, e várias pessoas à minha volta me torcem o nariz e dizem: “Olha que já não tens muito mais tempo para ser mãe…”. E quem vos diz a vocês, que a minha felicidade passa por aí, ou que tenho pressa para deixar um vestígio do meu ADN no planeta?

A urgência que tenho é deixar a minha marca, o meu registo, aquilo que me define enquanto ser humano movido a paixão.

A tristeza que sinto, é por saber que muitas vezes me saboto, e atraso o meu processo de conquista de poder pessoal, por ter medo de mostrar aquilo de que sou capaz de ser e fazer. Mas sei que a auto- sabotagem, não sairá vencedora desta longa e dolorosa batalha.

Esta pressão que nos incutem desde o berço, tem de acabar.

O que todos precisam de aprender, é simplesmente, perceber o que os faz feliz, e aprender a viver disso e para isso.

A partir do momento em que o nosso coração nos dá essa resposta, temos a chave para a porta da felicidade.

É a nossa missão no planeta, e essa missão não é conduzida pelo sofrimento, é movida pela paixão. Por isso reprogramem aquelas crenças limitadoras que nos ensinaram quando eramos pequenos, de que a felicidade se resumia a casar, a ter filhos e um cão, e tomem consciência de que merecem muito mais: Duas casas, três cães e dois maridos, pelo menos!…Pronto, agora delirei, confesso.

No fundo, a mensagem que gostava de passar é: Esqueçam a depressão dos trinta, e tenham coragem de ser felizes, por inteiro, com tudo aquilo a que têm direito, mesmo que sejam as duas casas e os maridos todos!

Reinventem-se todos os dias, e acima de tudo, sejam felizes!

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